Indígenas isolados, trabalhadores sem-terra e LGBTQIA+: quem são as vítimas dos assassinatos no campo no Brasil

Relatório completo da Comissão Pastoral da Terra (CPT) foi divulgado nesta segunda-feira (18). Dados preliminares de 2022 já apontam 14 mortes no campo no Brasil.

Os mortos em conflitos no campo no Brasil são indígenas – em 2021, principalmente Yanomamis -, trabalhadores sem-terra, pessoas LGBTQIA+. Há casos, inclusive, em que a vítima faz parte de mais de um desses grupos.

A Comissão Pastoral da Terra (CPT) divulgou a prévia de seu levantamento na segunda-feira (11) e adiantou: foram 35 homicídios em conflitos no campo no ano passado, contra 20 em 2020, o que corresponde a uma alta de 75%. Nesta segunda-feira (18), o relatório completo é divulgado com informações detalhadas sobre essas mortes no Brasil.

  • Dados parciais apontam que em 2022 já são 14 assassinatos por conflitos no campo (4 no Pará);
  • Estados da Amazônia concentram 28 dos 35 assassinatos de 2021 (80%);
  • Das 35 vítimas, 33 eram homens e 2 eram mulheres;
  • Entre as ocorrências de conflitos, duas foram massacres (morreram 3 pessoas ou mais);
  • Ao todo, 100 pessoas foram presas no ano passado, um aumento de 45% em relação a 2020. Dessas, 30, quase um terço do total, foram presas em um conflito em Rondônia;
  • Os estados com maior número de assassinatos: Rondônia, com 11; Maranhão, com 9; Roraima, Tocantins e Rio Grande do Sul, cada um com 3.

 

Os massacres

 

terra indígena Yanomami está sob ataque (leia mais abaixo). Um dos massacres registrados em 2021 matou pelo menos três integrantes Moxihatëtëa, que são classificados como isolados (sem contato com outros povos e não-indígenas) e sobrevivem exclusivamente do que cultivam e caçam na floresta. Eles não são identificados por nome no relatório.

Também foram mortos três sem-terra: Amarildo Aparecido Rodrigues, Amaral José Stoco Rodrigues e Kevin Fernando Holanda de Souza. Eles estavam no Acampamento Ademar Ferreira em agosto de 2021, na região de Nova Mutum, em Porto Velho. À época, segundo reportagem do g1, outras seis pessoas foram presas após confrontos com a polícia. A região é de constante conflito agrário e disputa por terra.

Marcio Brito

Marcio Brito

Assessoria | DaQui Agência Digital
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