Atriz Juliana Lohmann revela que foi estuprada por diretor

Artista contou experiência traumática vivida há 12 anos em artigo publicado no site da revista Cláudia Em um artigo escrito para o site da revista Cláudia e publicado na noite de segunda-feira (13), a atriz Juliana Lohmann contou que foi estuprada, aos 18 anos de idade, por um diretor de cinema que a convidou para fazer um teste do primeiro longa que ele dirigia. Na publicação, Juliana contou a experiência traumática que viveu com o homem e também com um namorado que a agredia.

– Falar sobre o estupro que vivi aos 18 anos e as agressões provenientes de uma relação abusiva tempos depois é resultado de um processo muito longo de elaboração. São acontecimentos que habitam meu íntimo de maneira muito profunda e constituem grande parte da mulher que me torno a cada dia – disse.

A artista contou que o abuso por parte do diretor aconteceu quando ela, que morava no Rio de Janeiro, foi convidada a viajar a São Paulo para realizar um teste, que posteriormente descobriu que não existia. No relato, Juliana contou que foi drogada e posteriormente abusada sexualmente pelo homem.

– Ele veio me beijar. Eu me assustei, disse que não queria. Foi uma completa surpresa acreditar que aquele homem, com sua boa imagem midiática de família margarina, pudesse se aventurar com outras mulheres. Ele tirou o roteiro da minha mão e me apertou com força contra o corpo dele – relatou.

Juliana contou ainda no texto que, anos depois, viveu um relacionamento abusivo onde chegou a sofrer violência física do namorado. A relação, segundo a atriz, fez com que ela ficasse com danos psicológicos.

– Tive muito medo de morrer. Tinha medo de pedir ajuda, de contar pra alguém. Achava que ele precisava de tratamento psicológico. Uma noite, ao sair do trabalho, ele me ligou e disse que por minha causa iria se matar – destacou.

A artista destacou que não conseguiu prestar queixos dos fatos logo que eles aconteceram por não entender o que se passava ou quais eram seus direitos. Lohmann disse que a confissão neste ponto de sua vida tem como objetivo conscientizar outras mulheres que passam por situações similares.

– Eu não consegui prestar queixa na época do primeiro evento e, depois, durante essa relação abusiva, porque não entendia o que estava se passando, nem quais eram os meus direitos como mulher. Quando finalmente elaborei os acontecimentos vividos, soube que tais crimes, para a justiça, já haviam prescrito. Perdi meu direito de ter direitos sobre minhas dores – completou.

O relato completo da atriz está no site da revista Cláudia.

Márcio Brito

Márcio Brito

Designer gráfico DaQui agência Digital e colaborador Mundial fm 91.3

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