Bolsonaro diz que governo vai ofertar vacina ‘gratuita e não obrigatória a todos’

Fala do presidente acontece no mesmo dia em que o governo do Estado de São Paulo anuncia vacinação contra a Covid-19 a partir de 25 de janeiro; Anvisa ainda não aprovou imunizante

Os comentários foram feitos em uma videoconferência de ministros da Saúde da UE, que endossaram um documento do bloco sobre a reforma da agência das Nações Unidas que delineia pela primeira vez uma série de mudanças abrangentes e necessárias para fortalecer os poderes e recursos da OMS, tal como noticiado pela Reuters com exclusividade em setembro.

A ação vem na esteira de críticas de que a China e outros países não compartilharam informações sobre a pandemia de Covid-19 de maneira oportuna em seu início.

‘A pandemia atual nos desafia muito agudamente… mas é muito importante que o debate sobre a reforma (da OMS) seja realizado em paralelo’, disse o ministro da Saúde da Alemanha, Jens Spahn, em uma coletiva de imprensa.

Ele não disse quando o processo de reforma deveria começar, mas enfatizou que, em resultado desta, a OMS deveria ser mais rápida em sua reação a crises de saúde e seus membros deveriam compartilhar mais informações em emergências.

Autoridades da OMS não responderam de imediato a um email pedindo comentários.

‘É extremamente importante irmos adiante com esta reforma’, disse a comissária de Saúde da UE, Stella Kyriakides, na mesma coletiva de imprensa.

Depois de meses de pressão internacional, uma comissão independente foi montada em setembro para analisar a abordagem global da pandemia. O processo de reforma da OMS começaria depois disso, disseram autoridades.

O esboço do documento da UE, que representará a posição do bloco em uma assembleia da OMS em meados de novembro, exorta a agência a tornar público mais rapidamente como e se seus países-membros cumprem suas obrigações sobre o compartilhamento de informações em crises de saúde.

‘Transparência a respeito de quem cumpre as regras é fundamental’, disse Kyriakides aos ministros na videoconferência, de acordo com as notas de seu discurso.

O esboço também diz que os membros da OMS deveriam permitir avaliações epidemiológicas independentes em zonas de alto risco durante crises de saúde.

Escrito por ReutersO presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira, 7, que o governo federal deverá ofertar vacina “a todos, gratuita e não obrigatória” contra a Covid-19. O anúncio do presidente acontece no mesmo dia em que o governo do Estado de São Paulo divulgou o cronograma de vacinação com início em 25 de janeiro. No Twitter, Bolsonaro escreveu: “Em havendo certificação da Anvisa (orientações científicas e preceitos legais) o governo do Brasil ofertará a vacina a todos, gratuita e não obrigatória”. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ainda não aprovou nenhum imunizante. “Segundo o Ministério da Economia não faltarão recursos para que todos sejam atendidos. Saúde e Economia de mãos dadas pela vida”, disse Bolsonaro. O presidente, no entanto, não apresentou datas ou prazo na postagem.

Márcio Brito

Márcio Brito

Designer gráfico DaQui agência Digital e colaborador Mundial fm 91.3

Share on facebook
Share on telegram
Share on whatsapp
Share on twitter
Share on email

Deixe um comentário

SIGA-NOS NAS MÍDIAS SOCIAIS
PUBLICIDADE
Traduzir »
Falar com o Locutor!
Posso Ajudar?
Olá Somos da Mundial FM 91.3, Vamos Interagir?
Enable Notifications    OK No thanks