Fazendas de maconha e ordens do presídio: sete são presos em operação policial contra organização criminosa na Bahia

Sete pessoas foram presas na Bahia e em outros três estados nesta terça-feira (31), durante a Operação Midas. De acordo com as polícias Federal, Militar, Civil e Penal, a operação tem como alvo um grupo suspeito de tráfico de drogas, comércio ilegal de armas e lavagem de dinheiro.

O grupo criminoso tinha fazendas de maconha no interior da Bahia, com plantas geneticamente modificadas, sistema de irrigação e maquinário importado. (Saiba mais ao fim da reportagem)

Os suspeitos foram presos nas cidades de CamacanSalvador e Serrinha, na Bahia. Também houve prisões nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Sergipe. Não há informações sobre os nomes das pessoas presas na operação, nem sobre os papéis que elas desempenhavam na organização criminosa.

Ainda segundo a Polícia Federal, há suspeitos que estão detidos no sistema prisional e “protegidos” de organizações criminosas do Rio de Janeiro que estão escondidos em áreas de difícil acesso.

Além das prisões, são cumpridos 20 mandados de busca e apreensão em diversas cidades. Em Salvador, os mandados foram cumpridos nos bairros do Cabula, Caminho das Árvores, Santa Mônica, Vila Rui Barbosa e no condomínio de luxo Alphaville II.

Confira outras cidades onde os mandados foram cumpridos:

Conforme informado pela polícia, foram apreendidas armas de fogo, veículos, celulares e documentos que podem auxiliar na identificação de outros integrantes do grupo criminoso.

De acordo com a Polícia Federal, a investigação começou na cidade de Camacan, no sul da Bahia, há cerca de dois anos. O grupo criminoso produzia as drogas na Bahia e as transportava para o Rio de Janeiro e outros estados do Brasil.

Para ocultar a atividade criminosa, os suspeitos usavam diversas contas de pessoas físicas e jurídicas para dissimular a origem do dinheiro e dificultar o seu rastreamento.

Fazendas de maconha

Três fazendas destinadas ao cultivo de maconha foram identificadas na cidade de João Dourado, no interior da Bahia. Nos locais, o grupo fazia o plantio da droga geneticamente modificada para obtenção de THC, principal componente psicoativo da droga, maior que o comum.

Além disso, em uma das fazendas, foi identificado um laboratório equipado com máquinas importadas para a produção de haxixe e “moonrock”.

Durante as investigações, foram identificados transporte de uma remessa de maconha e dinheiro da Bahia para o Rio de Janeiro, e uma remessa de drogas e armas do Rio de Janeiro para a Bahia.

Cerca de 15 toneladas de maconha foram incineradas, o maquinário encontrado nas fazendas foi destruído e os veículos ligados ao transporte da droga foram apreendidos.

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