Operação Faroeste: “Que os citados provem a sua inocência”, diz Rui

O governador Rui Costa (PT) falou ontem pela primeira vez sobre a deflagração da 6ª e 7ª fases da Operação Faroeste

O governador Rui Costa (PT) falou ontem pela primeira vez sobre a deflagração da 6ª e 7ª fases da Operação Faroeste, que atingiu a cúpula da Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA). Por determinação do Supremo Tribunal de Justiça (STJ), o ex-secretário Maurício Barbosa teve que ser afastado do cargo.

“Espero que os citados provem a sua inocência. Esse é meu desejo. Que eles consigam comprovar que são inocentes. Acho pouco provável qualquer relação dessas pessoas com eventuais compras de sentenças”, disse Rui durante entrega do Complexo Poliesportivo Educacional de Conceição do Coité. Além de Barbosa, foi afastada ainda a delegada chefe de gabinete da pasta, Gabriela Caldas Rosa de Macêdo.

Ainda na entrevista, Rui citou uma entrevista que a ex-ministra do STJ e ex-corregedora nacional de Justiça (CNJ) Eliana Calmon deu na Rádio Metrópole. “Ela disse que infelizmente o judiciário já conhecia essa prática há 30 anos. Se tem mais de 30 anos, não precisou ao longo desses anos, para se manter, de pessoas da SSP. É o que acredito”, pontuou.

“Eu não costumo ficar fazendo diagnóstico de processos que estão sob segredo de Justiça, processo que não conheço. Não quero ser leviano em estar condenando ninguém, até porque não conheço detalhes, nem o que está público, nem em sigilo. O motivo da mudança foi óbvio. Há decisão do STJ, afastamento mínimo de um ano. Não havia como manter a SSP na interinidade. Não vamos, evidentemente, ter essa condição de trabalho. Resolvemos reformular a partir dessa decisão”, completou.

Com o avanço das investigações sobre o esquema de venda de decisões judiciais na Bahia, o Ministério Público Federal (MPF) passou a apurar também outros crimes, como a grilagem de terras e a lavagem de vultosas quantias pagas por produtores rurais, que teriam sido ameaçados de perder a posse de suas terras.

Segundo nota divulgada pelo MPF, a engrenagem envolve dezenas de pessoas, muitas delas autoridades da cúpula do poder público baiano. Além disso, o Ministério Público indicou a atuação de vários núcleos, que já teria movimentado ilicitamente valores superiores a R$ 1 bilhão.

“É inaceitável que os investigados, aparentemente descambando para a ilegalidade, valham-se das relevantes funções que o Estado lhes confiou para enriquecer ilicitamente, em prejuízo da justiça que deveriam fazer prevalecer diuturnamente, afastando-se do dever de reparar ilegalidades e de restaurar o império da lei”, afirmou o relator, o ministro do STJ Og Fernandes.

Ainda em Coité, o governador também visitou as instalações do Colégio Polivalente de Conceição do Coité, que passa por reforma atualmente, e do Colégio Estadual Professora Olgarina Pitangueira Pinheiro. Na oportunidade, Rui participou da vistoria às obras de requalificação do Mercado Municipal, localizado no Centro da cidade.

Márcio Brito

Márcio Brito

Designer gráfico DaQui agência Digital e colaborador Mundial fm 91.3

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