A Secretaria Municipal da Educação (SMED) de Salvador instaurou uma sindicância, nesta quarta-feira (17), para apurar a denúncia de uma mulher que afirmou que foi impedida de acompanhar a formatura da própria filha em uma escola municipal, após não conseguir pagar, dentro do prazo estipulado, uma taxa cobrada para a cerimônia.
A medida foi publicada no Diário Oficial do Município (DOM) desta quarta-feira (17).
O caso ocorreu na Escola Municipal Elysio Athayde, localizada no bairro de Cajazeiras 5, na última sexta-feira (12). Segundo o relato de Deise de Andrade, mãe da aluna, a unidade escolar teria cobrado o valor de R$ 100, por estudante, para a formatura da turma do grupo 5.
Ainda de acordo com ela, a cobrança teria sido apresentada como obrigatória, mesmo se tratando de uma escola da rede pública.
Por meio de nota, a SMED informou que não há cobrança de qualquer valor para a realização de festas, formaturas ou quaisquer outras atividades promovidas nas unidades da rede municipal de ensino.
Disse ainda que todos os eventos escolares são gratuitos, “garantindo o acesso irrestrito da comunidade escolar”.
As imagens que circularam nas redes sociais mostram a mãe bastante emocionada, chorando, enquanto relata que não pôde acompanhar o evento. Segundo ela, o vice-diretor da escola, identificado apenas pelo prenome Felipe, teria afirmado que “nem o prefeito permitiria a entrada” dela na cerimônia.
Deise afirmou que não conseguiu pagar o valor dentro do prazo definido pela escola, mas que entrou em contato com a professora da filha para pagar a quantia posteriormente e teve o pedido negado.






