Veja 15 dicas para viajar de carro nas férias

Lista inclui cuidados de manutenção e bem estar. A cena se repete todo fim de ano: estradas cheias, congestionamentos e problemas mecânicos. Mesmo em tempos de pandemia, a expectativa é que o período de festas seja marcado pelas multidões viajando.

Pensando em você, que vai colocar o possante na estrada, o Primeira Marcha preparou um pequeno guia para deixar o veículo em ordem antes de viajar.

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E não é porque estamos em férias, que devemos descuidar dos cuidados com a pandemia. Distanciamento social, uso de álcool em gel e máscara são recomendáveis antes de qualquer coisa.

Então, aproveite as dicas abaixo e boa viagem!

Antes de viajar

1. calibre os pneus

Na hora de calibrar os pneus, consulte as especificações de fábrica

Aqui, a primeira dica é para deixar de lado o achismo. Na hora de calibrar os pneus, siga a recomendação da fabricante. Afinal, ninguém melhor do que ela para conhecer seu produto.

“Todo carro tem sua pressão especificada de acordo com a utilização”, diz Rafael Astolfi, gerente de assistência técnica da Continental Pneus.

Fique atento para variações de pressão de acordo com a carga que o veículo está carregando. Normalmente, com o carro cheio, a pressão deve ser maior.

Rodar com pneu com a pressão abaixo da especificada pode ser uma furada (desculpem, não resisti ao trocadilho infame).

Astolfi explica que as consequências podem pesar no bolso e na segurança. “Pressão mais baixa pode causar todo tipo de problemas, como desgaste irregular do pneu, aumento de até 30% no consumo de combustível e impacto direto na dirigibilidade e na estabilidade do veículo”.

2. verifique a vida útil dos pneus

Quando for calibrar os pneus, seja semanalmente, seja a cada 15 dias, você já pode aproveitar e checar o TWI, ou a profundidade dos sulcos dos redondos. Esse passo é tão importante quanto a calibragem, pois pode mostrar que a vida útil dos pneumáticos está chegando ao fim.

“O correto, neste caso, é procurar uma loja, que possui um aparelho específico chamado profundímetro. Mas uma alternativa é a inspeção visual”, ressalta o gerente da Continental.

Nesse caso, a checagem pode ser feita com pequenos ressaltos no interior dos sulcos dos pneus, chamados de TWI.

“Se algum desses pontos estiver alinhado com o sulco, é sinal de que o pneu já não pode mais ser usado”, completa.

3. cheque o nível dos reservatórios

Reservatório de expensão e marcas de nível

Essa dica vale especialmente para três reservatórios: óleo, líquido de arrefecimento e água do para-brisa.

No caso dos compartimentos de água do para-brisa e do líquido de arrefecimento, basta checar se o nível está entre os indicadores mínimo e máximo e, se for necessário, completar:

  • o reservatório de líquido do para-brisa com uma solução de água e detergente neutro;
  • o reservatório de líquido de arrefecimento com água desmineralizada.

O mesmo processo vale para o fluido da direção, quando o carro for equipado com direção assistida. “Raramente isso é observado pelo motorista. Porque, se não houver vazamento, o nível nunca baixa”, disse Ronaldo Espindola, coordenador dos Centros Automotivos Porto Seguro.

Checar o nível do óleo é um pouco mais trabalhoso. Mesmo assim, são passos simples:

  1. Localize uma tampa plástica (normalmente amarela) com formato de argola;
  2. Com o auxílio de um pano ou toalha de papel, puxe a vareta e limpe a extremidade;
  3. Coloque de volta a vareta no lugar e empurre-a até o fundo;
  4. Retira novamente a vareta e verifique o nível do óleo;
  5. Próximo à extremidade, há uma área demarcada com dois traços;
  6. O nível do óleo deve estar acima da marca inferior. Se não estiver, vale adicionar meio litro de óleo, seguindo a especificação do fabricante.

4. faça alinhamento e balanceamento

Alinhamento e balanceamento devem ser feitos com periodicidade

O ideal é fazer alinhamento e balanceamento duas vezes por ano. Porém, se nesse intervalo você acabou pegando um buraco mais fundo, é importante conferir se o trabalho não foi perdido.

O alinhamento é importante, principalmente em estradas. Afinal, além de não ser seguro, não é nada agradável ter o volante puxando para um lado ou trepidando em velocidades mais altas.

5. revise o sistema de freios

Frear é tão ou mais importante quanto acelerar. Logo, checar o sistema de freios é essencial antes de pegar a estrada.

Os pontos de atenção devem ser o nível do fluido de freio e o desgaste de discos e pastilhas. Nesse caso, o ideal é levar o carro até uma oficina para uma revisão geral.

“O nível de desgaste vai de acordo com a fabricante. É preciso ver a especificidade”, afirmou Espindola, da Porto Seguro.

6. revise as luzes externas e palhetas

Esse item é bem simples de ser verificado. Pode ser feito até na garagem de casa. Faça um check-list de todas as lâmpadas: faróis, lanternas, setas e luz de ré. O mesmo vale para as palhetas. Afinal, borracha ressecada não varre a água direito. E ninguém quer ter a visão obstruída em uma tempestade.

Se alguma substituição precisar ser feita, a troca pode acontecer na garagem de casa. Só é preciso se atentar, no caso dos faróis, da regulagem do facho, para não ofuscar o motorista que vem no sentido contrário.

7. revise a documentação

Antes de sair de casa, veja se está com todos os documentos de porte obrigatório. São eles: CNH do condutor e Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo, o CRLV. Os dois são aceitos nas versões impressas, como eletrônicas.

8. equipamentos e acessórios

Se estiver viajando com crianças, não se esqueça de providenciar a cadeirinha, de acordo com a idade. Crianças com idade inferior a 10 anos devem ser transportadas somente no banco traseiro. Aquelas que têm até sete anos e meio devem usar cadeirinha ou assento de elevação. As que tem que têm entre sete anos e meio e 10 anos, podem ficar no banco, mas sempre usando o cinto de segurança.

Na viagem

9. ao descer a serra, deixe o carro engrenado

Essa dica é para quem vai pegar uma descida de serra. Usar o freio motor, com uma marcha engatada ajuda a poupar os freios, evitando assim a fadiga do sistema.

10. separe o dinheiro do pedágio

Durante as férias de fim de ano, é difícil encontrar uma praça de pedágio vazia assim

Atualmente, com amplo acesso às informações, é possível saber exatamente o gasto com pedágios de forma antecipada e separar a quantia exata.

Isso vai poupar você de momentos tensos ao ficar procurando moedas desesperadamente antes da praça de pedágio enquanto dirige e de ter que guardar o troco logo depois de pagar.

11. não passe fome nem sede

Viagens de final de ano são sujeitas à congestionamentos e horas a fio sem poder parar para comprar comida e bebida. Por isso, uma dica preciosa é preparar um kit com comes e bebes. Prefira alimentos saudáveis e água.

12. evite uma pane seca

Posto de gasolina. Foto: Roque de Sá/Agência Senado

Imagine a cena. O tanque está entrando na reserva. Você acha que dá para chegar até o próximo posto de combustível. Mas, por algum motivo, ele está fora de serviço, e você precisa andar mais dezenas de quilômetros. Desnecessário, certo?

Por isso, é melhor já abastecer quando o tanque marcar um quarto e evitar correr o risco de pane seca, que, aliás, dá multa. São R$ 130,16, além de quatro pontos na CNH.

13. saiba usar as luzes corretamente

Nas estradas, a luz baixa é obrigatória. Exceto nos carros que já saem de fábrica com a luz de rodagem diurna (DRL). Porém, para evitar ter que explicar isso para o policial rodoviário em uma eventual parada, melhor lugar os faróis.

Ainda sobre faróis, lembre-se que as luzes de neblina têm uso em uma condição bem específica: NEBLINA. Caso contrário, elas devem ficar desligadas.

14. viaje com roupas e calçados confortáveis

Não confunda calçado confortável com chinelo. Até porque, é proibido dirigir com esse tipo de calçado. Como você pode passar muitas horas dentro do carro, opte por roupas leves. Nos pés, nada melhor do que um bom par de tênis.

15. capriche na playlist

Gosto musical é igual time de futebol, partido e religião: cada um tem o seu. Por isso, se a viagem for coletiva, a playlist deve ser democrática. Até porque não tem nada mais chato do que passar horas e horas ouvindo o mesmo ritmo só porque alguém monopolizou a trilha sonora.

Por:

Marcio Brito

Marcio Brito

Assessoria | DaQui Agência Digital
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