Situação aconteceu na Boca do Rio, antes do jogo do Bahia contra o Santos, no sábado (25). Também foram apreendidos soqueiras, foguete, taco de beisebol, barras de madeira, entre outros equipamentos.
Setenta e sete integrantes da torcida organizada Bamor Nova Era, sendo 32 deles menores de idade, foram conduzidos para uma delegacia de Salvador, no sábado (25), com bombas caseiras, facas, soqueiras, foguete, taco de beisebol, barras de madeira, entre outros equipamentos. A situação aconteceu no bairro da Boca do Rio, antes do jogo do Bahia contra o Santos.
Segundo apuração da TV Bahia, o grupo foi abordado por agentes do 39º Batalhão da Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM) enquanto se reunia antes de seguir para o estádio, na Praça Agnelo de Brito, onde acompanharia a partida.
A abordagem aconteceu após denúncias de moradores sobre a aglomeração. Em um vídeo, é possível ver o momento em que equipes policiais conduzem os envolvidos.

Todos os suspeitos foram encaminhados à Central de Flagrantes, juntamente com o material apreendido, onde assinaram um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) e foram liberados.
Ainda no sábado, dois homens e duas mulheres foram detidos com drogas e soqueiras no bairro de Nazaré.

No domingo (26), a Bamor Nova Era emitiu uma nota de repúdio nas redes socias contra ações da Polícia Militar nas imediações da sede social do grupo, no bairro de Nazaré. Na publicação, o grupo denunciou supostos casos de abuso de autoridade.
“A Torcida Organizada Bamor vem, por meio desta, manifestar o nosso mais veemente repúdio a todos os atos de abuso de autoridade e covardia policial sofridos de forma recorrente nas imediações da nossa Sede Social”, afirmou.
No texto, o grupo criticou ações que, segundo o grupo, teriam sido marcados por truculência e uso excessivo da força contra integrantes da torcida, incluindo mulheres e crianças.

“São inúmeras as ocorrências marcadas por truculência e excesso, muitas delas sem qualquer tipo de justificativa, que têm atingido até mesmo ambulantes, mulheres e crianças que frequentam o nosso espaço. Há meses vêm sendo divulgadas imagens que denunciam a péssima atuação das guarnições comandadas pelo Major Cleiton de Jesus e evidenciam a falta de preparo das mesmas”, disse em nota.
A organizada cobrou ainda apuração sobre os fatos para identificar possíveis excessos cometidos por agentes durante as ações.







